Base de Conhecimento de um Sistema Especialista

0.4 – Sistemas Especialistas
0.4.1 – Arquitetura de Sistema Especialista
0.4.1.1 – Base de Conhecimento
0.4.1.2 – Motor de Inferencia
0.4.1.3 – Interface de Explicacao
LEGENDA
Principal
Ramo
Metodo
Problemas
Modelo
Arquitetura

o repositório do saber especializado

A base de conhecimento é o componente central que armazena todo o saber do sistema especialista. Ela contém informações estruturadas sobre um domínio específico, como medicina ou engenharia. Diferente de bancos de dados convencionais, ela guarda não apenas fatos, mas também regras de relacionamento. Por exemplo, uma base médica armazena que “febre acima de 38°C” é um fato relevante. Ela também contém a regra “SE febre E tosse ENTÃO suspeitar de infecção respiratória”. Essa combinação permite que o sistema não apenas armazene, mas também raciocine sobre as informações.

fatos: o conhecimento declarativo

Os fatos representam conhecimento declarativo sobre situações específicas no domínio do problema. Eles podem ser estáveis, como “Sócrates é um homem”, ou temporários, como “paciente tem febre”. Em sistemas especialistas médicos, fatos incluem sintomas relatados pelo paciente durante a consulta. Em sistemas de configuração, fatos incluem especificações do produto que o cliente deseja. Esses fatos são inseridos através da interface com usuário durante a consulta. O motor de inferência utiliza esses fatos como ponto de partida para seu raciocínio. A memória de trabalho armazena esses fatos temporariamente durante a execução do sistema.

regras: o conhecimento procedural

As regras representam conhecimento procedural no formato IF-THEN, capturando heurísticas e expertise. Elas codificam como especialistas humanos tomam decisões em situações específicas. Por exemplo, “IF paciente tem tosse persistente por mais de três semanas THEN solicitar raio-x”. Outra regra: “IF componentes são compatíveis AND custo está dentro do orçamento THEN finalizar configuração”. As regras podem encadear-se, onde a conclusão de uma serve como condição para outra. A qualidade das regras determina diretamente a qualidade do raciocínio do sistema. Regras bem elaboradas capturam nuances e exceções do conhecimento humano especializado.

organização e estruturação do conhecimento

A organização eficiente da base de conhecimento facilita manutenção e recuperação das informações. Hierarquias e herança permitem representar conceitos gerais e suas especializações. Por exemplo, “todo mamífero tem glândulas mamárias” e “cachorro é um mamífero” organizam conhecimento. Módulos separados podem isolar diferentes áreas de conhecimento dentro do mesmo domínio. Sistemas modernos utilizam ontologias para formalizar a estrutura conceitual da base. A consistência é verificada automaticamente para evitar regras conflitantes ou redundantes. Uma boa organização reduz o tempo de busca e facilita a evolução do sistema.

aquisição e manutenção da base

A aquisição de conhecimento é o processo de construir e manter a base de conhecimento. Engenheiros de conhecimento trabalham com especialistas humanos para extrair regras e fatos relevantes. Esse processo envolve entrevistas, análise de casos e refinamento iterativo das regras. Ferramentas especializadas auxiliam na validação da consistência e completude da base. Após a implantação, a base de conhecimento requer manutenção contínua para se manter atualizada. Novas descobertas científicas ou mudanças de mercado exigem atualizações nas regras existentes. Para iniciantes, entender a base de conhecimento é perceber onde reside o verdadeiro valor do sistema especialista. É ela que contém o conhecimento que justifica o investimento no sistema.

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