Django e Flask: web apps completos vs. microsserviços
Django é um framework full-stack “baterias incluídas”. Ele traz ORM, autenticação, admin e formulários prontos. Quando usar Django? Em projetos grandes e monolíticos. Por exemplo, e-commerces, portais ou sistemas internos. Sua curva de aprendizado é íngreme, mas recompensa com velocidade. Por outro lado, Flask é minimalista e flexível. Ele fornece apenas o essencial para rotas e requisições. Use Flask em microsserviços, APIs simples ou protótipos. A extensão é feita via bibliotecas externas escolhidas por você. Isso dá controle total, mas exige mais decisões. Foi observado que iniciantes preferem Flask pela simplicidade. Já empresas consolidadas adotam Django pela produtividade. Ambos suportam templates, mas Django tem o próprio sistema. Veja um exemplo mínimo com Flask:|
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# Flask - framework minimalista from flask import Flask app = Flask(__name__) @app.route('/') def ola(): return 'Olá, mundo!' @app.route('/user/') def saudacao(nome): return f'Bem-vindo, {nome}!' if __name__ == '__main__': app.run(debug=True) |
FastAPI: performance e documentação automática
FastAPI é o framework moderno para APIs REST. Ele é assíncrono e extremamente rápido (como Node.js ou Go). A principal vantagem é a documentação interativa automática. O Swagger UI é gerado diretamente das anotações de tipo. Quando utilizar FastAPI? Em projetos que exigem alta performance. Por exemplo, microsserviços de dados em tempo real. Também é ótimo para integrações com machine learning. A validação de dados é feita com modelos Pydantic. Isso reduz bugs de tipo e facilita a manutenção. A voz passiva é aplicada: “os parâmetros são validados automaticamente”. Além disso, suporta WebSockets e background tasks nativamente. Comparado ao Flask, FastAPI é mais moderno e rápido. Porém, a curva de aprendizado inclui conceitos assíncronos. Veja um exemplo simples de API com FastAPI:|
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# FastAPI - assíncrono com documentação automática from fastapi import FastAPI from pydantic import BaseModel app = FastAPI() class Item(BaseModel): nome: str preco: float @app.get('/') def raiz(): return {'mensagem': 'API funcionando'} @app.post('/itens/') def criar_item(item: Item): return {'item_recebido': item.nome, 'preco': item.preco} |
uvicorn main:app --reload e acesse /docs.
Você verá uma interface pronta para testar sua API.
Isso é perfeito para equipes que precisam de documentação viva.
Pytest e unittest: testes automatizados
Testes são parte fundamental de qualquer software profissional. Frameworks como Pytest e unittest organizam e executam testes. O unittest é built-in e inspirado no JUnit (Java). Já o Pytest é mais simples, poderoso e amplamente adotado. Quando usar unittest? Em projetos que exigem zero dependências externas. Porém, a maioria prefere Pytest pela sintaxe limpa e fixtures. Com Pytest, você escreve funções comassert direto.
Não precisa de classes ou métodos especiais.
A voz passiva é vista: “os testes são descobertos automaticamente”.
Isso economiza tempo e reduz boilerplate.
Use frameworks de teste sempre que o código for além de scripts pessoais.
Eles previnem regressões e documentam o comportamento esperado.
Veja um exemplo comparativo:
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# Pytest - mais simples e legível def soma(a, b): return a + b def test_soma_positivos(): assert soma(2, 3) == 5 def test_soma_negativos(): assert soma(-1, -4) == -5 # Para rodar: pytest nome_do_arquivo.py # unittest - estilo mais verboso (built-in) import unittest class TestSoma(unittest.TestCase): def test_positivos(self): self.assertEqual(soma(2, 3), 5) if __name__ == '__main__': unittest.main() |